Através dos meus artigos, venho tentando passar adiante o conhecimento que adquiri somando prática à aprendizagem acadêmica, durante os últimos 30 anos em que estou envolvida com o mercado de fitness, . Recebo e-mails pedindo auxílio para monografias e teses de mestrado e devido a grande dificuldade em atender às solicitações, criei este blog para humildemente dividir meus conhecimentos adquiridos. Espero também, que este veículo de alguma forma possa auxiliar empresários do setor a otimizarem seus negócios, baseados em uma gestão de resultados. Boa sorte para todos nós!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

ATUAR COM ÉTICA - Uma prática que dá lucro

Por Maria José Dale
Que o universo corporativo é altamente competitivo não é  nenhuma novidade, muitas  vezes  os  termos  empregados     liderança, disputa, conquista ou estratégiamais  se assemelham aos utilizados em uma guerra. Esta “guerraempresarial acaba fazendo com que muitos se equivoquem e às vezes ultrapassem limites, o que não se percebe é que quando esta linha é ultrapassada pode provocar, a médio e longo prazo, prejuízos a todos os envolvidos.
Na última década do século XX vimos muitos executivos seguirem os ensinamentos de Sun Tzu, da clássica obra milenar sobre estratégia militar “A Arte da Guerra”. Alguma coisa mudou neste início do novo século, em todos os níveis da sociedade contemporânea há a busca por caminhos que venham fortalecer as relações através de alianças estratégicas e de cooperação. Derrotar o concorrente tornou-se ultrapassado, que o rival de ontem pode tornar-se o parceiro do futuro.
Na verdade, será determinante para as empresas que pretendem prosperar neste novo milênio ter um discurso ético, respeitar o meio ambiente e conseguir se relacionar bem com concorrentes, funcionários, fornecedores, comunidade e com todos os seus stakeholders (formadores e disseminadores de opinião). Isto se aplica a negócios de todo porte, desde micro empresas até às grandes redes.
A gestão ética e com responsabilidade social vem obtendo espaço com grande destaque no mundo empresarial e passou a ser considerada uma das principais responsáveis pelo sucesso e sobrevivência das empresas. Hoje está claro que ao adotar padrões éticos as organizações ampliam a possibilidade de ter negócios sólidos de longo prazo. A credibilidade e a transparência passaram a  ser consideradas ativos da empresa; mas não basta somente o discurso, é imprescindível que a prática empresarial esteja também de acordo. 
Todos sempre estão em busca de ampliar seu Market Share, a fatia de mercado tão disputada e difícil de abocanhar, isto é inerente à competitividade corporativa e deve ser comemorada a cada mínimo percentual de crescimento atingido. O que não se pode esquecer é que a batalha é pelos clientes, qualquer atitude que venha a prejudicar o crescimento do mercado será infundada.
No setor de fitness vemos freqüentemente alguns paradigmas ultrapassados ainda serem adotados — muito mais pela ausência de conhecimentos e visão imediatista do que antiética. Mas isso não exime de culpa quem causa o prejuízo. A guerra de preços que constantemente é travada e que infelizmente continua levando um mercado tão promissor a um patamar muito aquém das condições que poderia alcançar ou o descaso com a poluição sonora, que, por muitas vezes, excedem os padrões aceitáveis pela comunidade podem ser bons exemplos. Nesta guerra, lamentavelmente, podemos notar “vencedores” de curto prazo, mas na realidade sabemos que todos perderão a longo prazo. 
Felizmente, muitos empresários de sucesso não compactuam com estes conceitos e possuem uma visão mais ampla, atuando no mercado e estabelecendo um ambiente de ética dentro da sua própria empresa. Esta imagem de confiabilidade acaba refletindo em toda a equipe e, naturalmente, para os clientes. Com isso, o lucro passa a ser conseqüência.
É melhor ganhar no empreendimento do que ganhar em apenas um negócio. Cabe aqui uma reflexão: éticalucro? Será que para obtermos sucesso nos negócios precisamos renunciar aos valores pessoais e morais?


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