Que o universo corporativo é altamente competitivo não é nenhuma novidade , muitas vezes os termos empregados — liderança , disputa , conquista ou estratégia — mais se assemelham aos utilizados em uma guerra . Esta “guerra ” empresarial acaba fazendo com que muitos se equivoquem e às vezes ultrapassem limites , o que não se percebe é que quando esta linha é ultrapassada pode provocar , a médio e longo prazo , prejuízos a todos os envolvidos.
Na última década do século XX vimos muitos executivos seguirem os ensinamentos de Sun Tzu, da clássica obra milenar sobre estratégia militar “A Arte da Guerra ”. Alguma coisa mudou neste início do novo século , em todos os níveis da sociedade contemporânea há a busca por caminhos que venham fortalecer as relações através de alianças estratégicas e de cooperação . Derrotar o concorrente tornou-se ultrapassado, já que o rival de ontem pode tornar-se o parceiro do futuro .
Na verdade , será determinante para as empresas que pretendem prosperar neste novo milênio ter um discurso ético , respeitar o meio ambiente e conseguir se relacionar bem com concorrentes , funcionários , fornecedores , comunidade e com todos os seus stakeholders (formadores e disseminadores de opinião ). Isto se aplica a negócios de todo porte , desde micro empresas até às grandes redes .
A gestão ética e com responsabilidade social vem obtendo espaço com grande destaque no mundo empresarial e passou a ser considerada uma das principais responsáveis pelo sucesso e sobrevivência das empresas . Hoje está claro que ao adotar padrões éticos as organizações ampliam a possibilidade de ter negócios sólidos de longo prazo . A credibilidade e a transparência passaram a ser consideradas ativos da empresa ; mas não basta somente o discurso , é imprescindível que a prática empresarial esteja também de acordo .
No setor de fitness vemos freqüentemente alguns paradigmas ultrapassados ainda serem adotados — muito mais pela ausência de conhecimentos e visão imediatista do que antiética . Mas isso não exime de culpa quem causa o prejuízo . A guerra de preços que constantemente é travada e que infelizmente continua levando um mercado tão promissor a um patamar muito aquém das condições que poderia alcançar ou o descaso com a poluição sonora , que , por muitas vezes , excedem os padrões aceitáveis pela comunidade podem ser bons exemplos . Nesta guerra , lamentavelmente, podemos notar “vencedores” de curto prazo , mas na realidade sabemos que todos perderão a longo prazo .
É melhor ganhar no empreendimento do que ganhar em apenas um negócio . Cabe aqui uma reflexão : ética dá lucro ? Será que para obtermos sucesso nos negócios precisamos renunciar aos valores pessoais e morais ?
Nenhum comentário:
Postar um comentário